domingo, 14 de agosto de 2016

Pensamentos a Ermo

Dividir o dia em tarefas a fazer, trabalhos e conteúdo para estudar é cotidiano e quem nunca fez? Entretanto, nesse turbilhão de coisas que devemos dar conta, às vezes nos esquecemos que não somos máquinas. Somos humanos que sentem, são influenciados pelos problemas do meio no qual estão inseridos, têm dificuldades em alguns temas, sentem cansaço e precisam dormir. 
Acredito que isso não acontece apenas comigo. Quem nunca fez aquele planejamento JK de organizar uma semana como se você não tivesse necessidade de comer e dormir, com a finalidade de estudar um conteúdo atrasado e, diga-se de passagem, quanto conteúdo atrasado podemos ter sem nem respirar direito!


A verdade é que não fomos feitos para ficar apenas absorvendo matéria e se entupindo de assuntos que, sim, são essenciais, mas que não são a ÚNICA coisa que você deve fazer na vida. O fato é que como ser holístico, temos necessidade de nos comunicar, ter um tempo para nós mesmos, dormir, orar, até mesmo pensar no outro. Mesmo que você domine todas as técnicas do mundo, se não tiver amor ou mesmo um olhar compassivo, você tratará seu paciente como quem trata uma máquina com defeito.
E não se engane, isso não é difícil de acontecer. Somos tentados 24 horas por dia a sermos os melhores. Com uma correção de que não devemos ser melhores que o outro, mas melhores que nós mesmos e que esse melhor seja para conseguir dar o seu melhor para outrem quando este precisar. Eu me sinto uma pessoa fria, nem tanto calculista, mas egoísta e de longe o melhor exemplo de empatia. Mas sei que sou assim e desejo ser melhor. Desejo olhar para o meu paciente como um todo. Aquele que me vem com um problema às vezes do coração (cardíaco), mas também Às vezes do coração (sentimentos feridos, problemas familiares e conjugais) e nas duas hipóteses a dor pode ser sentida e deve ser tratada. Se não posso saná-la, que ao menos não a afete mais e exatamente por isso preciso dominar tanto o sistema cardiovascular quanto a empatia. 

Enfim, para uma abordagem inicial, o que proponho é: não se pressione tanto (eu digo isso para eu mesma agora também), seja você estudante de Medicina, Direito, Engenharia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Filosofia, Química ou História. Não posso afirmar que todas as pessoas passam por isso, mas no mundo em que vivemos, é bem provável que a maioria já passou por momentos de extremo stress e pensamentos existenciais. Espero que entre esses pensamentos tenham sido incluídos a forma como nos portamos com o outro e espero mais ainda que dessa reflexão tenha saído o desejo de ajudar mais as pessoas que nos rodeiam - sejam elas conhecidas ou não.


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